Ensaio : Afinal… o que faz um radialista ?
O curso de Rádio e TV sempre foi o “Primo Pobre” das habilitações de Comunicação Social, desde seu surgimento até hoje. Os pioneiros não faziam idéia do quanto sofreriam, e quantas vezes iriam responder a pergunta fatídica: Radialista faz o que mesmo??? Incrível é perceber que desde 1989, ano que vem faremos 20 anos de existência, ainda hoje respondemos a mesma pergunta: O que faz um radialista?
O curso de Comunicação Social, habilitação Radialismo, prepara o profissional para explorar novas possibilidades de expressões artísticas e culturais, através das técnicas da Comunicação: informar, divertir e educar, através de mensagens sonoras e/ou visuais, nos meios convencionais ou alternativos. Funções desenvolvidas: Autor, Roteirista, Diretor Artístico ou de Produção, Produtor Executivo, Diretor de Programas, Diretor de Programação, Diretor de Imagens, Assistente de Produção, Coordenador de Produção, Coordenador de Programação,Pesquisador.
Áreas de atuação: Assessorias de Comunicação de Instituições Públicas e Privadas, Emissoras de Rádio e TV Comerciais, Educativas e Comunitárias, Produtoras Independentes, Agências de Publicidade e Projetos em Mídia Digital. Vale salientar ainda que para ocupar estas funções tanto em rádio quanto em TV é exigido o registro do profissional, e que sem registro dificilmente se consegue trabalhar em empresas de radiodifusão, tanto que hoje algumas empresas enfrentam dificuldades em encontrar profissionais capacitados e com registro.
Existe ainda a possibilidade da formação em nível médio num curso técnico de radialismo, que formam operadores técnicos de câmera, editores, iluminadores, operadores de áudio, etc que está sendo implantado pelo SENAC e que também dá direito ao registro.Lembramos ainda que na iminência de chegada da TV e rádios digital, abre-se mais uma porta no mercado, e possibilidades ilimitadas para este profissional.
por Paula Velozo,
produtora da TV Jornal e mprofa. curso Radio e TV Faculdade Mauricio de Nassau
Vou-lhes contar a minha aventura ao tentar o Curso de Rádio e TV.
Desde pequeno, sempre tive vontade de estudar Radialismo. Aquelas coisas que a gente sente quando criança, e que muitas deixam para trás. Eu não deixei.
Tentei vestibular para a UFPE (única universidade que disponibilizava o curso na época), sem sucesso. Na época, cheguei a conversar com algumas pessoas que estavam prestando vestibular junto comigo, e era unânime o fato de que, o que esses candidatos realmente queriam era cursar Jornalismo; porém, como era muito mais concorrido, enveredavam-se pelos caminhos do Rádio e TV. Tentei duas vezes. Acabei ficando de fora.
Anos depois, descubri que a Faculdade Maurício de Nassau estava com um curso de Rádio e TV em andamento. Tentei prestar vestibular para o curso, mas esbarrava em um problema: a pouca procura dificultava o início de uma nova turma. \"Aguarde mais um semestre\", diziam as atendentes. O tempo estava passando, e eu não podia mais ficar parado. Após um conselho de amigos, decidi iniciar o curso de Jornalismo.
Quando consegui um estágio, logo no segundo período, estava ficando cada vez mais claro que havia feito a escolha certa. Uma aluna que estava prestes a concluir o curso de Rádio e TV e também estagiava comigo, se dizia decepcionada com o mercado de trabalho e a falta de respeito com os novos profissionais da área. Segundo ela, nas entrevistas que participou, sempre ficava com a vaga quem tinha o curso de Jornalismo. Ela dizia que, as vezes sentia como se o mercado afirmasse que quem tinha o nível superior de Radialista estava no mesmo patamar de quem havia realizado o curso técnico no SENAC.
Aliás, há anos que o SENAC Recife não disponibiliza o curso técnico. Não tem jeito, não vinga de jeito nenhum.
É essa triste realidade que os formandos e alguns radialistas que ainda não conseguiram \"mostrar a cara\" vêm enfrentando.
Eu realmente espero que, a expansão das TV´s por Assinatura, a aprovação do Projeto de Lei 29/07, que amplia a cota de programas nacionais nas TVs pagas, além da tão esperada transformação da TV Brasil, que pode estimular as produções brasileiras, possam fazer com que esses profissionais possam ter mais espaço para trabalhar.
Só discordo de Paula Veloso sobre a chegada da TV Digital. Prefiro deixar a ansiedade de lado e diminuir as expectativas. A transição deve ser bem lenta.
Mesmo nos EUA, onde a TV digital chegou há pouco mais de dez anos, boa parte da programação ainda não é de alta definição. Segundo o \"Observatório da Imprensa\", a terra de George W. Bush amarga pouco mais de 7% de alcance do sinal digital. Aqui no Brasil, o site Teleco afirma que apenas as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, e agora Goiânia, estão recebendo o sinal digital de alguns canais. Sem contar que as emissoras só transmitem em alta definição durante o horário nobre. O tão badalado site http://www.dtv.org.br, parece estar abandonado.
A TV Digital parece que pode trazer muitos benefícios, e é muito bonitinha no papel. Mas vamos com calma, que o futuro da TV digital… ninguém sabe a quem pertence.
Comentário de Rafael Oliveira — 9/08/2008 às 00:17
quero informações de valores para o curso radio e tv
Comentário de ligia — 9/08/2008 às 12:09
Olá Paula, gostaria mais de saber sobre o mercado de trabalho deste curso!
Comentário de Mayrane Lima — 11/08/2008 às 20:17
gostaria de saber quando o curso de comunicação social chega a Nassau de joão Pessoa.
Comentário de paula — 14/10/2008 às 15:32
pretendo fazer o curso de comunicaçao social , quero iformaçoes sobre o curso. lindomar 82 99073279
Comentário de lindomar ferreira de queiroz — 22/10/2008 às 11:42
Gostaria de saber maiores informaçoes sobre esse curso.
Comentário de juarez junior — 30/10/2008 às 12:17